Dois traders do nosso time estão em campo na China neste mês de outubro. É um bom momento para falar de uma parte da importação que recebe pouca atenção nos guias sobre o mercado chinês: o que acontece depois que o importador fecha a compra com o fornecedor.
A Open Trade atua em comércio exterior há mais de 25 anos, com sede em Itajaí, Santa Catarina. Trabalhamos para empresas que compram produtos da China e de outros mercados asiáticos, com time próprio em cada etapa que começa no fechamento da compra pelo cliente e termina na entrega da mercadoria no destino. A experiência de campo mostra um padrão: boa parte dos problemas de uma importação nasce em decisões que ninguém tomou entre o pedido e o embarque.
Outubro na China: feira em Guangzhou, mercado em Yiwu
Outubro é um mês movimentado para quem acompanha o comércio chinês. A edição de outono da Canton Fair, a 140ª, começa hoje em Guangzhou e se divide em três fases, que vão até 4 de novembro. É a feira mais conhecida do país e atrai importadores do mundo inteiro. chilat
O comércio chinês tem outras dinâmicas que também merecem atenção, principalmente para quem compra volume de forma contínua. Yiwu, na província de Zhejiang, é reconhecida pelo comércio atacadista de uma variedade muito ampla de produtos: têxtil, bazar, acessórios, decoração, eletroeletrônicos, brinquedos. A cidade concentra operadores que trabalham o ano todo, e por isso virou ponto de referência para o importador brasileiro que programa compras de forma recorrente.
Feiras e mercados atacadistas têm características diferentes. Entender essa dinâmica ajuda a decidir quando viajar, com quais fornecedores negociar e como organizar a cadeia de abastecimento na Ásia.
O que muda quando a compra sai de Yiwu
Um container, vários fornecedores e vários NCMs
Quem compra em Yiwu raramente fecha um container com um único produto de um único fornecedor. O mais comum é reunir itens de diferentes fornecedores numa mesma carga consolidada. Do ponto de vista comercial, isso é uma vantagem: variedade de mix com um embarque só.
Do ponto de vista da importação, cada item tem sua própria classificação fiscal no NCM (o código que define os tributos e as exigências do produto). Um container com vinte itens diferentes pode ter vinte classificações diferentes, cada uma com suas alíquotas e, em alguns casos, com exigências próprias de órgãos reguladores. Invoice e packing list precisam bater item a item, porque uma divergência num único produto pode atrasar o desembaraço da carga inteira.
As categorias de Yiwu estão entre as que mais pedem certificação
Os setores fortes de Yiwu coincidem com várias categorias que, no Brasil, passam por análise de órgãos reguladores antes de entrar no mercado:
- Brinquedos precisam de certificação compulsória do Inmetro.
- Eletroeletrônicos com conexão sem fio (Bluetooth, Wi-Fi, rádio) passam pela homologação da Anatel.
- Cosméticos e saneantes dependem de regularização na Anvisa.
- Produtos de origem vegetal passam pelo controle do Mapa, que também fiscaliza as embalagens e os pallets de madeira usados no transporte. Esses precisam de tratamento conforme a norma internacional NIMF 15.
Muitas vezes o importador descobre isso tarde, com a mercadoria já embarcada. Em vários casos, a certificação ou a licença precisa estar resolvida antes do embarque.
Encontrar o produto é uma etapa. Importar é outra.
Depois que o importador fecha a compra com o fornecedor chinês, começa a etapa que define se a operação vai dar certo: organizar a logística, a documentação e as exigências regulatórias para trazer a mercadoria ao Brasil. É aqui que a Open Trade entra.
O trabalho começa pela logística internacional, com a cotação do frete marítimo ou aéreo e a escolha do agente de carga adequado à rota. Segue pela análise da documentação de embarque e pela classificação fiscal correta de cada item. No porto de destino vem o desembaraço aduaneiro, com o registro da DI ou da DUIMP conforme o regime aplicável à operação. Quando o produto exige, entra a certificação. Por fim, a entrega é programada até o armazém do cliente.
Nossa operação em Itajaí combina time técnico próprio em cada uma dessas frentes com uma rede de parceiros de confiança entre agentes de carga, transportadoras e órgãos de apoio.
Certificação dentro de casa
Entre todas as frentes da importação, a certificação costuma ser a que mais pede atenção. Cada órgão tem procedimentos, prazos e exigências próprios, e o importador precisa cumpri-los antes do desembaraço.
Boa parte desse trâmite passa pelo LPCO, o módulo do Portal Único Siscomex que reúne licenças, permissões, certificados e outros documentos exigidos pelos órgãos anuentes. É ali que a anuência de um produto é pedida, analisada e liberada.
A Open Trade mantém um time de certificação dentro da própria estrutura. Análises técnicas, correspondência com os órgãos, acompanhamento de LPCO e tratamento de pendências acontecem no mesmo escritório onde a importação é operada. Assim, a informação circula entre as áreas sem depender de intermediários externos, e quem cuida da certificação sabe exatamente em que ponto está o embarque.
Pré-fechamento de custo
O custo final de uma importação depende de muitas variáveis: câmbio na data do fechamento, frete internacional, tributos federais, taxas portuárias, armazenagem, honorários e transporte interno. Numa carga consolidada de Yiwu, com muitos itens e classificações diferentes, essa conta fica ainda mais sensível.
Antes de a mercadoria chegar ao porto brasileiro, a Open Trade apresenta ao cliente um custo estimado próximo do final. Com esse número em mãos, o importador consegue programar fluxo de caixa, preço de venda e margem antes de desembolsar os tributos e as despesas que vencem quando o navio atraca.
Quando a Open Trade ainda não é a próxima ligação
A Open Trade atua a partir do fechamento da compra. Se você ainda está escolhendo produto e fornecedor na China, essa etapa vem antes e é conduzida por você ou pelo parceiro de compras que você escolher. A conversa com a gente fica mais produtiva quando já existe um pedido definido, com fornecedor, itens e quantidades em mãos.
Também vale o contrário: se a sua operação já tem a certificação resolvida, a documentação organizada e um custo previsto confiável, mexer na estrutura no meio do último trimestre traz mais risco do que benefício.
Sua compra na China precisa chegar ao Brasil
A Open Trade conecta mais de 25 anos de comércio exterior à operação de importação e acompanha cada etapa necessária para trazer a sua mercadoria ao destino depois que você fecha a compra com o fornecedor. A sede em Itajaí e a atuação pelos principais portos de Santa Catarina mantêm o nosso time perto das decisões operacionais que mais pesam no dia a dia de quem importa.




